Arrábida 50

Em junho de 2013 completam-se 50 anos sobre a data da inauguração da Ponte da Arrábida, da autoria do Engenheiro Edgar Cardoso. A Ponte da Arrábida é reconhecida como obra-prima da Engenharia de Pontes. O seu processo construtivo, que decorreu entre 1957 e 1963, constituiu uma operação de extraordinário rigor e engenho, nunca antes realizada. Aquando da sua conclusão era a ponte em arco de betão armado com maior vão em todo o mundo. No âmbito das comemorações irão realizar-se várias atividades, entre as quais destaco um colóquio sobre Pontes e Património e uma exposição de 59 fotografias captadas aquando da sua construção, que iremos visitar na nossa visita ao Porto.

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Manuel Teixeira Gomes faleceu há 72 anos, 9 anos depois os seus restos mortais foram trasladados para Portimão.

Assinala-se hoje a efeméride dos 72 anos da morte de Manuel Teixeira Gomes e os 63 anos da trasladação dos seus restos mortais. Da colectânea "O Algarve na Obra de Teixeira-Gomes" publicamos um excerto do livro "Manuel Teixeira-Gomes - uma personalidade singular" " O governo da ditadura, com autorização de familiares, transferiu os restos mortais de Teixeira-Gomes para Portimão em 18 de Outubro de 1950, nove anos depois da sua morte. À revelia da vontade expressa pelo próprio Teixeira-Gomes a Norberto Lopes, quando lhe disse: «Viu que lindo cemitério! [referia-se ao cemitério de Bougie]. Deve ser uma consolação ficar ali – mas com a certeza de que não nos vão lá incomodar» (vide O Exilado de Bougie, pág. 272). Foi o navio da marinha de guerra portuguesa, Dão, que o trouxe à Pátria, tendo a tripulação e outras forças militares de terra prestado as honras militares da praxe. Nem o Presidente da República, nem o Presidente do Conselho se deram ao trabalho de estar presentes. O Governo foi representado pelo ministro do Interior, Eng.º Cancela de Abreu. Acompanhei, nesse dia, o professor Mário de Azevedo Gomes, que era então a figura cimeira da oposição ao regime, ao Algarve, com a intenção de assistirmos à cerimónia da transladação de Manuel Teixeira-Gomes. Pessoalmente, tanto o Gustavo Seromenho (que guiava o carro, do meu pai, em que nos deslocávamos) como eu, não pudemos presenciar o acto, devido a uma inesperada avaria do automóvel, no alto da Serra de Monchique. Mas Azevedo Gomes, Maria Isabel Aboim Inglês e Ramos da Costa puderam, apesar da avaria, estar presentes, juntando-se a outros oposicionistas, vindos de todo o país, como Câmara Reys, director da Seara Nova. O Governo queria fazer uma cerimónia meramente formal, anódina, retirando-lhe todo o conteúdo político. Não o conseguiu. Câmara Reys, invocando a qualidade de editor de Manuel Teixeira-Gomes, tomou a palavra, sem que ninguém lha desse – nem era necessário – discursando com a finura, a ironia, a emoção de amigo e a audácia que lhe eram peculiares. O ministro retirou-se ostensivamente, com a delegação oficial. Houve vivas à República e à Democracia, como era imprescindível. A polícia política interveio e fez os estragos habituais… No número da Seara Nova, dedicado a Teixeira-Gomes, de 11 de Outubro de 1950, que consultei, há artigos de Mário Azevedo Gomes, «Apontamentos acerca da intervenção de Teixeira-Gomes na política portuguesa» (Azevedo Gomes fora ministro da Agricultura no Gabinete presidido por Álvaro de Castro e, nessa qualidade, contactou várias vezes com o Presidente Teixeira-Gomes, podendo assim testemunhar sobre a importância da sua acção); de Rodrigues Lapa «Um artista de raça»; de João de Barros, «A personalidade de Teixeira-Gomes»; e de Castelo Branco Chaves, «Teixeira-Gomes, artista anti-romântico». Mas não há uma referência à cerimónia nem ao discurso do director da Seara Nova, Luís da Câmara Reys. Et pour cause: a censura cortou toda e qualquer referência ao acontecido. Como se a homenagem dos amigos e admiradores de Teixeira-Gomes não tivesse existido. O que comprova – se fosse necessário – que o legado político de Teixeira-Gomes estava vivo e que o regime ditatorial continuava a temê-lo. Mesmo depois de morto!” 15 de abril de 2001 In Mário Soares – Manuel Teixeira-Gomes – Uma Personalidade Singular

20 de maio, Timor-Leste liberta-se da ocupação indonésia

Hoje é dia de homenagear as vítimas timorenses, não apenas as vítimas do massacre no cemitério de Santa Cruz, em Díli, mas os resistentes que lutaram contra a ocupação da Indonésia. A 20 de maio de 2002, Timor-Leste torna-se independente. Era conhecido como Timor Português e foi uma colónia portuguesa até 1975, ano em que se torna independente. No entanto, três dias mais tarde é invadido pela Indonésia, que levou a cabo uma política de repressão. Timor foi oficialmente considerado pela Organização das Nações Unidas como território português por descolonizar, até 1999. No entanto, a Indonésia classificou o território como a sua 27.ª província, batizada de ‘Timor Timur’. Desde a ocupação, aquele país levou a cabo uma política de genocídio, que resultou num longo massacre de timorenses, perpetrado em centenas de aldeias, que viriam a ser destruídas pelo exército da Indonésia. Em outubro de 1989, o Papa João Paulo II visita Timor-Leste, presença que serviu para que os timorenses levassem a cabo diversas manifestações a favor da independência. O regime indonésio reprimiu duramente essas ações. Até que a 12 de novembro de 1991 o exército indonésio dispara sobre manifestantes que homenageavam um estudante que tinha sido morto pelo regime. A homenagem –que decorria no cemitério de Santa Cruz, em Díli – transforma-se num violento ataque do exército, que mata no local 200 pessoas. Nos dias posteriores outros manifestantes acabaram por ser detidos. Estes episódios transportaram a causa timorense para o mediatismo de um mundo distraído. E a causa pela independência ganha força. Além da força, a luta contra a ocupação indonésia conquista reconhecimento mundial, com a atribuição do Prémio Nobel da Paz ao bispo Ximenes Belo e a Ramos Horta, em outubro de 1996. Em abril de 2001, os timorenses regressam às urnas para escolher o novo líder do país. As eleições consagram Xanana Gusmão como o novo Presidente timorense, até que, a 20 de maio de 2002, Timor-Leste torna-se totalmente independente. Hoje, assinala-se de novo a luta histórica que levou à criação de um dos países mais jovens do mundo. Recordam-se as vítimas da causa timorense, na sua caminhada rumo à liberdade. Neste dia, recorda-se ainda a chegada de Vasco da Gama a Calecute, na Índia, em 1498. Também a 20 de maio, mas em 1769, um alvará português declara a Inquisição como Tribunal Régio. Em 1940, chegam ao campo de concentração de Auschwitz os primeiros prisioneiros. E em 2002, termina a ocupação indonésia em Timor-Leste. Nasceram neste dia Francisco de Saldanha da Gama, religioso português (1723), Marcelino Champagnat, religioso francês e fundador do Instituto Irmãos Marista (1789), Honoré de Balzac, escritor francês (1799), John Stuart Mill, filósofo e economista britânico (1806), Lydia Cabrera, antropóloga e poetisa cubana (1899), Maria Teresa Horta, escritora e poetisa portuguesa (1937), Joe Cocker, cantor britânico (1944) e Cher, atriz e cantora norte-americana (1946). Morreram a 20 de maio o Papa João XXI, único Papa português (1277), Cristóvão Colombo, navegador italiano (1506), Ana Néri, enfermeira brasileira (1880), Paul Ricoeur, filósofo francês (2005) e Stanley Miller, cientista norte-americano (2007). Assinala-se hoje a Dia da Independência de Timor-Leste e, em Portugal, o Dia da Marinha retirado de: http://www.ptjornal.com/201205197973/geral/hoje-e-dia/20-de-maio-timor-leste-liberta-se-da-ocupacao-indonesia.html

Visita ao Arquivo Municipal de Loulé

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Visita de Estudo Alto Alentejo

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