D. Carlos e a Oceanografia



Campanhas Oceanográficas

D. Carlos de Bragança, rei de Portugal entre 1889 e 1908, dedicou-se com assinalável sucesso a um conjunto diversificado de actividades de que se destacam a Arte e alguns ramos da Ciência, tal como a Ornitologia e a Oceanografia. Neste campo pode mesmo considerar-se como um dos pioneiros mundiais, tendo deixado uma obra de reconhecido mérito. Influenciado pelo crescente interesse do Homem pelo estudo do mar registado no século passado, D. Carlos decidiu explorar cientificamente o nosso mar.

Depois de uma cuidadosa preparação, e auxiliado por um valoroso conjunto de colaboradores, de entre os quais se destaca Albert Girard, D. Carlos deu início, a 1 de Setembro de 1896, à primeira de doze Campanhas Oceanográficas (1896-1907) realizadas na costa portuguesa, com o objectivo principal de estudar a Fauna Marinha. O estudo dos peixes, mereceu desde logo particular atenção, dada a enorme importância económica da indústria piscatória em Portugal.

A intensa actividade oceanográfica desenvolvida passa ainda por campos tão diversos como o estudo das correntes ou da topografia dos fundos marítimos, tendo inclusivamente chegado a reconhecer a existência de profundos vales submarinos próximo da costa, na região do Cabo Espichel.

Divulgação científica

É de salientar o extraordinário papel desempenhado por D. Carlos no domínio da divulgação científica, fazendo chegar ao conhecimento público os resultados das suas campanhas oceanográficas, organizando exposições com o material zoológico recolhido ou ainda com istrumentos de uso corrente em oceanografia e aparelhos de pesca.

D. Carlos publicou também diversas obras de reconhecido mérito científico, de entre as quais se destacam "Resultados das Investigações Scientificas feitas a bordo do Yacht "Amélia" . Pescas marítimas. I. - A Pesca do Atum no Algarve em 1898 e II- Esqualos obtidos nas campanhas de 1896 a 1903 efectuadas a bordo do "Yacht Amelia".

O mérito da sua obra foi internacionalmente reconhecido, como o demonstram os numerosos diplomas que lhe foram conferidos pelas mais prestigiadas instituições científicas da época.

in: http://aquariovgama.marinha.pt/PT/museu/Pages/rei_carlos.aspx

Propaganda Republicana

Exposição: José Mendes Cabeçadas e a República no Algarve (Loulé)



O Centenário da Implantação da República serve para evocar um dos ilustres cidadãos nascidos nesta terra, que teve o privilégio de ocupar o mais alto cargo da República, ainda que por curto período e num contexto difícil: José Mendes Cabeçadas Júnior (1883-1965).

Esta exposição está patente ao público no Convento de Santo António, em Loulé, de 25 de Maio a 27 de Novembro.

Envolve-se na vida política activa, ainda durante a vigência do regime monárquico, tornando-se republicano. Participa nas conspirações para derrubar o regime. Contacta também as sociedades secretas, como era habitual na época, onde se desenvolviam algumas das conspirações que abalaram Portugal.

A personalidade evocada nesta exposição tem muitos aspectos controversos, por vezes ainda mal explicados e ainda por descobrir. Entre os aspectos aliciantes da sua vida destaca-se o facto de ter sido um dos responsáveis pelos acontecimentos que levaram à Implantação da República em 1910, mas, ao mesmo tempo, participou nas conspirações para derrubar a mesma República, integrando o triunvirato que provocou o golpe de 28 de Maio de 1926.

A sua ligação à região algarvia e a Loulé manteve-se ao longo do tempo. Começou por ser deputado às constituintes de 1911, pelo círculo eleitoral de Silves, foi Governador Civil do Distrito, durante o Sidonismo, capitão do porto de Vila Real de Santo António e comandante da Escola de Alunos Marinheiros do Sul (Faro). Já em Lisboa, pertence aos órgãos fundadores da Casa do Algarve, onde colabora ao longo de vários anos.

Sendo José Mendes Cabeçadas Júnior um republicano, pretende-se também, nesta exposição, recordar algumas ideias que foram fundamentos do regime que se estabeleceu em 1910. Por um lado perceber que no Algarve existiam estruturas organizadas do Partido Republicano. Funcionavam regularmente centros e comissões republicanas onde se fazia propaganda política. Esta era alicerçada em órgãos da imprensa que defendiam o credo republicano. Por outro lado, um dos eixos da propaganda republicana foi o problema do combate ao analfabetismo. A escola como espaço de socialização e como mecanismo de desenvolvimento do País. Outro aspecto fracturante durante a República foi a questão social, com as greves a marcar a época. Também a questão religiosa, com a publicação de legislação retirando poder à Igreja Católica, foi um aspecto marcante, em particular no confronto com as sociedades secretas (Maçonaria e Carbonária) que desempenharam papel decisivo na época.

retirado de: http://press.algarvecentral.net/?p=5869

Prezi - D. Manuel II - o rei traído

Galerias Romanas da Rua da Prata

As galerias romanas da Rua da Prata, em Lisboa, vão abrir ao público nos dias 25, 26 e 27 de Setembro, naquela que será a única vez que estarão acessíveis a todos este ano.


Durante os três dias, as galerias estão abertas entre as 10h00 e as 18h00 e a entrada é gratuita. As visitas vão ser acompanhadas por técnicos do Museu da Cidade. A abertura das galerias surge no âmbito das comemorações das Jornadas Europeias do Património.

As galerias foram descobertas após o terramoto de 1755 em Lisboa e só em 1909 começaram a realizar-se visitas, mas apenas por motivos jornalísticos ou de investigação. A partir dos anos 80, a Câmara de Lisboa cria condições de acesso às galerias no subsolo da Rua da Prata.

Apenas uma vez por ano é permitido descer até às estruturas romanas, já que, como explica o Museu da Cidade de Lisboa, estas “encontram-se com um nível de água elevado cuja bombagem é um processo moroso e que levantaria problemas de conservação do próprio edifício e dos edifícios pombalinos anexos se retirada mais amiúde”.

in: http://www.publico.pt/Cultura/galerias-romanas-da-rua-da-prata-abertas-ao-publico-na-proxima-semana_1400736

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